quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Polícia prende três homens suspeitos de participação na morte de professor


Três homens foram presos no distrito de Dores de Macabu, em Campos, na manhã desta terça-feira (29). O trio é suspeito de participação na morte de Ricardo Almeida Ferreira. O professor, de 50 anos, foi vítima de um incêndio ocorrido em uma residência localizada no mesmo distrito, no dia 14 de setembro. Uma quarta pessoa estaria envolvida no crime, mas não foi localizada e segue foragida da Justiça. Os mandados de prisão preventiva dos quatro foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Campos.
Os detalhes do crime e da prisão dos suspeitos foram passados em coletiva de imprensa, concedida nesta quinta-feira (29) pelo delegado adjunto da 134ª Delegacia de Polícia (Centro), Pedro Emílio Braga; e pelo comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar (Campos), Fabiano Santos Souza.
Segundo Pedro Emílio, desde o início das investigações surgiram informações anônimas que apontavam na direção dos suspeitos detidos. “A partir de uma série de diligências conseguimos demonstrar que, de fato, eles foram os responsáveis por este crime, foi possível comprovar que a vítima mantinha relacionamento afetivo com eles. A vítima sempre pagava quantias significativas por estes serviços, o que foi despertando a ganancia e a cobiça entre os indivíduos”, afirmou o delegado.
Ainda de acordo com o delegado, os suspeitos combinaram matar o professor durante o encontro sexual para posteriormente roubá-lo. “Não foi possível precisar ao certo, mas imaginamos que a vítima tenha recebido uma considerável quantia em dinheiro um dia antes do crime. Também foi possível apurar que os suspeitos foram vistos dias após o crime com grande quantidade de dinheiro, gastando com bebidas, festas”, completou Pedro Emílio, ao relevar que os suspeitos foram vistos por uma testemunha próximos ao local do crime.
O comandante do 8º BPM detalhou que 10 policiais militares e três viaturas participaram da ação conjunta com a Polícia Civil para cumprir os mandados de prisão.
A Polícia Civil informou que o corpo do professor estava carbonizado, o que impossibilitou  identificar a causa da morte da vítima durante a necropsia.

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