terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Operação “Quebrando a banca” cumpre 25 mandados de prisão em Campos


Cerca de 150 Policiais Civis e Militares e agentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) estão nas ruas de Campos desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (11) para cumprir 25 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão. As ações são parte da Operação Quebrando a Banca, que tem como alvo uma quadrilha que comercializa celulares roubados.

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Os mandados estão sendo cumpridos em diferentes bairros do município, inclusive no Shopping Popular Michel Haddad, no Centro. Segundo as investigações, a quadrilha é composta por diversos membros com atribuições distintas: obter os celulares de maneira criminosa, desbloquear os aparelhos e revende-los.
Foram cumpridos mandatos também em São Francisco de Itabapoana e em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. De acordo com Geraldo Rangel, delegado titular da 134ª Delegacia Policial (DP), no Centro de Campos, a quadrilha criou “um verdadeiro comércio”.
“Estamos às vésperas do Natal, sabemos que há uma tendência de aumento no número de roubos e furtos, de forma que a ação de hoje visa justamente desarticular essa organização criminosa”, disse.
O promotor Fabiano Rangel afirma que os trabalhos de investigação duraram seis meses e foram motivadas pelo aumento do número de roubos de celulares. Entre janeiro e outubro deste ano, foram 402 ocorrências.
“Focamos, primeiro, em assaltantes que levavam celulares de transeuntes e geralmente agiam em dupla, utilizando motos. Utilizamos escutas telefônicas e conseguimos identificar todos os núcleos operacionais que giram em torno desses assaltantes. Hoje estamos com os homens na rua para prender essas pessoas e apreender esses telefones”, disse.
Segundo o promotor, a Operação Quebrando a Banca é a maior ação de combate ao roubo de celulares em Campos e mira alvos também de fora do Estado. “Há investigados fora do Rio, que davam suporte a alguns desbloqueios, especialmente no caso dos celulares mais difíceis”.
Um balanço das prisões e apreensões deve ser apresentado durante a tarde.

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