O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto,
afirmou nesta quarta-feira, 24, que a pasta só tem recursos para arcar
com o programa Minha Casa Minha Vida até junho.
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro afirmou que a
pasta precisa de uma ampliação do limite orçamentário. Ele disse ainda
que os deputados têm que ajudar neste processo com a aprovação da
reforma da Previdência, porque ela melhoraria o ambiente econômico.
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"Só temos recursos orçamentários para seguir até junho, uma vez que
nosso limite de empenho foi reduzido. A situação é emblemática e por
isso estamos trabalhando junto ao Ministério da Economia e Casa Civil
para seguirmos com o programa. Precisamos de ampliação do limite
orçamentário", disse.
De acordo com Canuto, a pasta teve um aporte de R$ 800 milhões neste
ano para garantir a execução do programa em abril, maio e junho - já
havia recebido R$ 900 milhões para as contratações feitas até novembro
de 2018. O ministro disse ainda que a pasta precisa de um aporte de R$
1,5 bilhão para garantir o funcionamento do MCMV até o fim do ano.
Canuto reclamou também que o ministério foi criticado por que teria
parado de fazer novas contratações, mas ressaltou que a pasta não tem
recursos suficientes. "Somos uma gestão responsável. Seria imprudente
fazer novos contratos sem ter disponibilidade orçamentária", disse.
Em uma explicação mais ampla sobre o programa, Canuto afirmou que foram
identificados problemas na Faixa 1, como a venda ilegal dos lotes ou a
construção de condomínios em áreas dominadas por organizações
criminosas, e na Faixa 1,5, onde há alta inadimplência. Ele informou
ainda que a pasta está trabalhando em uma reformulação do programa junto
ao ministério da Economia.
Neste momento, Canuto ouve perguntas e comentários dos deputados que
integram a comissão. O autor do requerimento que convidou o ministro
para a audiência,José Ricardo (PT-AM), criticou Canuto. Para ele, a
explanação feita inicialmente "deixou claro que o governo não irá
priorizar os programas habitacionais".
O líder do Podemos, José Nelto (GO), cobrou de Canuto a retomada do
programa e sua ampliação. "Não é possível que tenhamos 30 milhões de
brasileiros que não têm moradia e o Estado pagando auxílio-moradia para
seus servidores", disse.

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