A diretora da Escola Estadual Doutor César Tinoco, na localidade de
Santa Cruz, em Campos, registrou um boletim de ocorrência na 134ª
Delegacia de Polícia Civil nesta segunda-feira (15) por conta de uma
brincadeira de mau gosto de um estudante do ensino médio, de 16 anos.
Segunda a diretora que preferiu não ser identificada, o aluno usou o
status do WhatsApp para intimidar colegas. A mensagem teria teor de
ameaça e agressão, o que causou tumulto e preocupação entre professores e
estudantes.
De acordo com a profissional de ensino, o estudante é considerado um
adolescente de bom comportamento e pacato. Porém, ele teria usado a
frase de efeito para chamar a atenção de colegas e professores:
“A diretora adjunta ficou bastante preocupada porque o assunto se
espalhou e gerou pânico dentro da escola. Procurei a mãe do aluno e
fomos todos até a delegacia para registrar a ocorrência. Pessoalmente,
acho que ele não seria capaz de cumprir a ameaça. Porém, para me
resguardar e proteger todos os alunos e professores que ali trabalham,
quis fazer a ocorrência para que isto não se repita novamente”.
Para a diretora da César Tinoco, em Santa Cruz, os adolescentes têm
sido influenciados por mídias digitais e noticiários desde que o ataque à
escola pública, em Suzano, interior de São Paulo, aconteceu há um mês.
“É uma pena, pois isso gera histeria e paranoia. De qualquer forma,
todos os profissionais da educação quando se sentirem ameaçados, não
podem se intimidar e devem apresentar denúncia às autoridades policiais e
judiciais”, disse. O estudante sofreu advertência e a direção da escola
contou com a aprovação da mãe do adolescente para que ele fosse punido e
retornasse às aulas após o episódio.
A Secretaria Estadual de Educação foi procurada pela reportagem que enviou a seguinte nota:
“A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) não vai se pronunciar
sobre o assunto especificamente.No entanto, cabe informar que há um
protocolo estabelecido em reunião com a presença do Ministério Público,
Defensoria Pública, Conselho Tutelar, Policia Civil, Polícia Militar,
Secretaria de Estado de Saúde e equipe técnica da Seeduc, de atuação
imediata em caso de violência nas escolas. Assim que constatado qualquer
ato infracional ou ameaça à integridade da comunidade escolar, a
direção da unidade deverá acionar imediatamente a Polícia Militar e o
Conselho Tutelar.”

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