O advogado Davide Steccanella, que defende Cesare Battisti, apresentou
nesta terça-feira (4) um recurso à Suprema Corte de Cassação da Itália
contra a condenação perpétua imposta ao terrorista.
Após passar quatro décadas foragido e viver anos no Brasil, Battisti foi
preso em janeiro, em Santa Cruz de La Sierra, e entregue pela Bolívia
às autoridades italianas, que tinham-no condenado à prisão perpétua por
quatro assassinatos cometidos na década de 1970. A defesa de Battisti já
tinha pedido uma comutação de pena à Justiça de Milão, que negou a
solicitação para que o terrorista ficasse 30 anos na cadeia.
Steccanella alega que a decisão da Corte de Milão é "ilegítima", pois a
pena imposta a Battisti deveria ser a mesma prevista pela legislação
brasileira - com limite de 30 anos de cárcere - , com base no que previa
o acordo de extradição entre Brasil e Itália, firmado em outubro de
2017.
Segundo o advogado, Battisti foi expulso da Bolívia sem nenhum respeito
às leis internacionais e sem garantias, por isso, deveria ser
considerado o acordo de extradição firmado com o Brasil.

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