O candidato derrotado à Presidência na eleição de 2018 Ciro Gomes (PDT) disse nesta terça-feira, 25, em entrevista ao programa Morning Show, da rádio Jovem Pan
de São Paulo, acreditar que o presidente Jair Bolsonaro não vai
terminar o mandato. O pedetista ressaltou, no entanto, que a afirmação é
"puro palpite" da parte dele.
Ciro ponderou que o PDT e ele trabalham contra a ideia de impeachment
de Bolsonaro. "Quem falar 'fora Bolsonaro' não conta comigo", afirmou.
Publicidade
Para o pedetista, esta eventual queda de Bolsonaro viria por causa da
situação econômica do País. "Bolsonaro não foi o responsável pelo
descalabro, mas ele tem de consertar. Ele não tem rumo", disse. "O ano
de 2019 está perdido", opinou.
Segundo Ciro, a saída da crise passaria pela diminuição dos juros e
pelo aumento da capacidade de investimento pela retomada de obras de
infraestrutura paralisadas.
A participação do pedetista no programa foi bastante comentada nas
redes sociais, alavancando a hashtag #CiroNoMorning para a primeira
posição entre os dez principais assuntos comentados no Twitter Brasil
nesta manhã.
Os internautas comentam, principalmente, a subida no tom do debate ao
final da entrevista, quando o apresentador Caio Copolla perguntou ao
ex-ministro sobre o processo que o vereador paulistano Fernando Holiday
(DEM) moveu contra ele por tê-lo chamado de "capitão do mato" no ano
passado.
Ciro manteve a afirmação e criticou ainda o projeto de lei de para que
mulheres grávidas sejam encaminhadas à internação psiquiátrica caso seja
constatado que elas possuam "propensão ao abortamento ilegal".
"É um capitão do mato. Capitão do mato nazista. Simples assim. Que
venham os processos", afirmou o pedetista ao fim da entrevista.

Nenhum comentário:
Postar um comentário