A delegada Juliana Lopes Bussacos, da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, de
Santo Amaro, afirmou não ter encontrado elementos para indiciar Neymar
na investigação de estupro envolvendo a modelo Najila Trindade. As investigações foram encerradas nesta segunda-feira e enviadas para o Ministério Público.
"Foram juntados aos atos os laudos, a ficha do atendimento médico do
hospital, a ficha do atendimento do ginecologista particular, além do
laudo do celular que a vítima entregou. Concluí ontem (segunda-feira) e
decidi não indiciar por entender a ausência de elementos para tanto",
disse a delegada em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, em
São Paulo.
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A delegada informou que não poderia oferecer detalhes da decisão, pois o
inquérito corre sob segredo de justiça. As razões que levaram ao não
indiciamento, por exemplo, não foram reveladas pelos investigadores. A
delegada também não informou as provas que seriam suficientes para um
eventual indiciamento.
O Ministério Público terá 15 dias para avaliar o inquérito. As
promotoras do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência
Doméstica (Gevid) podem oferecer denúncia (acusação formal à Justiça),
pedir o arquivamento do inquérito ou novas diligências. Isso significa
que o órgão pode pedir indiciamento mesmo que a polícia não o tenha
feito.
"Minha decisão não obsta o prosseguimento da ação", disse a delegada.
As conclusões do MP e da Polícia Civil vão embasar a decisão final da
juíza da Vara da Região Sul 2 de Violência Doméstica e Familiar contra a
Mulher.
As investigações começaram em 31 de maio. Najila chegou à 6ª Delegacia
de Defesa da Mulher, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, e foi ao
Hospital Pérola Byington, onde realizou exame de corpo de delito. A
modelo relatou que o atacante estava alterado, fez sexo contra a vontade
dela, sem usar camisinha. O atacante negou o estupro, disse que usou
preservativo e o jogou no vaso sanitário.
No dia seguinte, Neymar esteve no mesmo quarto e foi agredido por
Najila. A modelo gravou o encontro e alegou que buscava uma prova de que
se encontrara com o atleta. O vídeo tem cerca de 60 segundo. A modelo
afirmou que gravou todo o encontro, mas o vídeo teria sido furtado
juntamente com seu tablet. As imagens nunca foram mostradas aos
investigadores.

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