Morreu nesta quinta-feira, aos 71 anos, o ator Kito Junqueira. Ele morava
em Curitiba e os detalhes da morte e velório ainda não foram
divulgadas. Informação chegou através de um amigo da família, o produtor
Ricardo Peixoto.
Kito Junqueira estava em Curitiba, preparando-se para vir a São Paulo na próxima semana, quando iniciaria o ensaio da peça À Flor da Pele, de Consuelo de Castro.
"Conversei com ele por telefone na noite de quinta. Pouco depois,
recebi o telefone da mulher dele, Maria (Santos Pizano), desesperada,
dizendo que ele tinha passado mal repentinamente. O Samu foi chamado,
mas não conseguiu fazer nada", disse o produtor Ricardo Peixoto, que
está à frente da nova montagem de À Flor da Pele.
Segundo Peixoto, o ator aparentava estar bem de saúde e estava animado
para retornar ao teatro, onde atuaria ao lado de Natalia Rodrigues, sob a
direção de Alexandre Reinecke. "Conversávamos muito sobre essa montagem
e a importância da peça, que inaugurou o Teatro Paiol, em 1969."
Nascido em 15 de maior de 1948, em São Paulo, Heráclito Gomes Pizano
ou, como ficou conhecido, Kito Junqueira atuou em várias produções da
TV, cinema e teatro. Enveredou para a política em 1994, sendo eleito
deputado estadual por São Paulo.
Kito começou a carreira artística em 1973, ao estrear na novela As Divinas... e Maravilhosas, na extinta TV Tupi. Lá, faria ainda Vila do Arco (1975) e Tchan, a Grande Sacada (1976). Depois, em 1977, surgiu na tela da TV Globo, inegrando o elenco de novelas como Espelho Mágico (1978), mas retornou para a Tupi, em 1979, atuando na novela Como Salvar Meu Casamento. Passaria também pela TV Manchete, na novela Pantanal, em 1990.

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