Agentes da Coordenadoria de Assuntos Fundiários e da Secretaria de
Assistência Social, em conjunto com a Comissão Especial de Fiscalização e
Demolição da Prefeitura, da Divisão de Fiscalização de Obras
Particulares (DIFOP) e a Procuradoria-Geral do município de Cabo Frio,
formaram uma força-tarefa para cumprir determinação do Ministério
Público Federal e realizaram ação no entorno do Convento Nossa Senhora
dos Anjos, no Centro de Cabo Frio, cadastrando as famílias residentes no
local e verificando a situação das residências existentes.
A questão foi abordada pela Folha em reportagem publicada no último dia 9
de julho. Na ocasião, a Coordenadoria de Assuntos Fundiários já havia
demonstrado a preocupação com o crescimento desordenado da ocupação e
antecipado que uma operação seria feita no local.
– A gente tem instruído os processos na esfera judicial, mas a
prefeitura nunca vai chegar de uma hora para outra destruindo as casas
de uma forma autoritária – disse o secretário de Desenvolvimento da
Cidade, Felipe Araújo.
O trabalho começou no fim da última semana. Durante a ação, foram
identificadas 28 residências, das quais 17 foram notificadas. As
notificações são específicas para que os imóveis não recebam mais nenhum
tipo de acréscimo de construção, sejam novos cômodos ou novos andares.
Enquanto a Assistência Social fez o cadastramento do número de pessoas
em cada residência, os agentes fundiários informavam sobre a
determinação da proibição de acréscimo de cômodos nas casas. A operação
vai continuar até que todas as 28 residências tenham seus proprietários
identificados e notificados.
“Trata-se de uma área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan) e houve essa determinação do Ministério
Público Federal quanto às novas construções, após denúncias que acabaram
se confirmando. Identificamos, pelo menos, duas construções em
andamento, que foram embargadas pela Difop, assim como casos em que os
proprietários dos imóveis não mais residem no local, utilizando-os para
fins comerciais (aluguel). As duas construções foram embargadas pelo
Difop e serão acompanhadas pela coordenadoria de Assuntos Fundiários até
que tudo seja esclarecido, sempre dentro do que determinar o Ministério
Público Federal”, afirmou Ricardo Sampaio, coordenador-geral de
Assuntos Fundiários e presidente da Comissão especial de Fiscalização de
Demolição do Município.

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