Um novo método de combate ao câncer de mama vem sendo testado nos
Estados Unidos e os resultados iniciais do tratamento já estão deixando
muita gente entusiasmada.
Um novo método de combate ao câncer de mama vem sendo testado nos
Estados Unidos e os resultados iniciais do tratamento já estão deixando
muita gente entusiasmada.
A norte-americana Lee Mercker foi a primeira paciente a participar de
testes clínicos em humanos, realizados pela Mayo Clinic, entidade que
tem estudado e desenvolvido a imunização.
Diagnóstico precoce do câncer de mama
Um fator essencial que contribuiu para a cura da doença foi o
diagnóstico precoce: Lee descobriu, em março deste ano, o câncer de mama
ainda em estágio inicial.
Além disso, a americana também mantinha uma vida saudável, com
alimentação equilibrada e rotina de exercícios físicos - o que pode
contribuir na prevenção da doença.
Durante 12 semanas (três meses), Lee Mercker tomou de três a quatro doses da vacina. As doses eram dadas a cada duas semanas.
Nesse período, o tumor da norte-americana foi diminuindo e ela já não
apresentava mais células cancerígenas em seu organismo ao final das
doses.
De acordo com a entidade criadora da vacina, o objetivo da imunização é
justamente este: fazer com que o sistema imunológico seja capaz de
reconhecer substâncias anormais relacionadas a tumores e, a partir
disso, destruir as células cancerígenas, extinguindo o câncer.
Apesar dos resultados positivos, Lee foi submetida a uma mastectomia
dupla (cirurgia para remoção das duas mamas) para garantir que o câncer
estaria eliminado por completo - já que se tratava de um teste.
Próximos testes
Cientistas da Mayo Clinic apontam que outras duas voluntárias
com câncer de mama estão testando a vacina. Por enquanto, os resultados
registrados foram promissores somente no estágio inicial da doença.
A ideia agora é que sejam feitos novos testes com a vacina em pessoas
com câncer de mama em todos os estágios da doença, do mais leve ao mais
grave.
Dessa forma, a esperança é de que em 2020 também sejam iniciados testes
em pessoas saudáveis. O foco será verificar a menor propensão de
contrair câncer a partir da vacinação.
Disponibilidade da vacina
Os pesquisadores afirmam que a expectativa é que a vacina interrompa a
ação do câncer de mama e de ovário, sendo capaz também de promover a
prevenção das duas doenças.
Como as análises estão em fase inicial, é esperado que até 2022 a
imunização seja testada em um grande número de pacientes, com diversos
estágios da doença.
O pesquisador Keith L. Knutson, que lidera o projeto, revelou para a imprensa que acredita que a vacina contra o câncer de mama deve estar disponível em até oito anos, em farmácias e postos médicos.
Ao apresentar algum dos sintomas, procure atendimento médico o mais rápido possível.
Tratamentos
Enquanto a vacina contra o câncer de mama ainda não está disponível, outros tratamentos podem ser indicados:
- Cirurgia para remoção do tumor ou das mamas (mastectomia).
- Radioterapia para casos em que o tumor não pode ser retirado ou ainda não se espalhou.
- Quimioterapia para destruir ou inibir o crescimento das células cancerígenas.
- Hormonioterapia para impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem.
- Imunoterapia para bloquear alvos específicos de determinadas proteínas ou mecanismos celulares que poderiam influenciar no crescimento do tumor.
- Quanto antes o câncer de mama é diagnosticado, maior são as chances de
cura pelo fato da doença ainda estar em estágio inicial. Portanto, é
importante estar em dia com a mamografia e outros exames de rotina.

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