As conversas para a formação de um governo de união nacional em Israel
se depararam com um novo obstáculo nesta terça-feira depois que o rival
eleitoral de centro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu cancelou uma
reunião com o líder.
No domingo, Netanyahu disse que faria um último esforço nesta semana
para chegar a um acordo e que provavelmente se encontraria com o
adversário Benny Gantz na quarta-feira, depois de novas negociações
entre seus partidos.
No mesmo dia, o Azul e Branco, partido de Gantz, disse que iria
"fazer qualquer reunião e não poupar esforços" para montar um governo de
união ampla. Mas nesta terça-feira a legenda de centro disse que as
condições ainda não são ideais para se realizar negociações eficazes
entre as siglas e seus líderes.
A eleição inconclusiva de 17 de setembro, a segunda neste ano,
criou um impasse político e enfraqueceu o premiê israelense há mais
tempo no cargo. Assombrado por um possível indiciamento devido a
alegações de corrupção que ele nega, Netanyahu ficou aquém de uma
vitória eleitoral clara duas vezes em seis meses.
Seu partido de direita Likud ficou em segundo lugar e obteve 32
das 120 cadeiras do Parlamento, e o Azul e Branco do ex-chefe militar
Gantz conseguiu 33.
Os negociadores dos partidos se encontraram no domingo sem
sucesso, e cada lado culpou o outro pelo impasse.
Como nenhum dos líderes partidários parece capaz de forjar uma
coalizão majoritária por conta própria, na semana passada o presidente
de Israel encarregou Netanyahu de formar o novo governo na esperança de
assegurar um acordo de divisão de poder entre o Azul e Branco e o Likud.
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