Integrantes de sindicatos dos petroleiros entraram com ações na Justiça
na véspera tentando barrar os leilões do pré-sal, que serão realizados
na quarta e quinta-feiras, no Rio de Janeiro, enquanto o ministro de
Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta terça-feira que as
licitações de grandes reservas serão um sucesso.
Em uma das ações populares, em nome do coordenador da Federação Única
dos Petroleiro (FUP), José Maria Rangel, os sindicalistas contestam "os
prejuízos do leilão e seus impactos ambientais".
A ação foi ingressada no Distrito Federal contra o Ministério do Meio
Ambiente, o Ibama e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP).
"A desnacionalização das reservas brasileiras de petróleo terá
consequências gravíssimas para a soberania, a economia dos Estados e
municípios e o meio ambiente", disse a FUP em nota.
Rangel denunciou a falta de uma avaliação correta dos impactos ambientais na Bacia de Santos.
Em outra ação popular, protocolada na Justiça Federal de São Paulo,
representantes de sete sindicatos de petroleiros filiados à FUP
contestam a legalidade do leilão dos excedentes da cessão onerosa.
Após uma ação popular, a Justiça Federal da 3ª Região decidiu que,
antes de analisar o pedido de concessão de liminar, a União terá prazo
de 72 horas para se manifestar.
Segundo a decisão, "a simples realização do leilão não acarretará
prejuízo". "Por outro lado, a suspensão do mesmo, neste momento, poderia
causar dano, inclusive à própria imagem do país."
Em entrevista à Globonews nesta terça-feira, o ministro disse que as
expectativas para os leilões do pré-sal são as melhores possíveis,
reafirmando que o Brasil vai se tornar um dos cinco maiores produtores
globais de petróleo e gás.
"Acreditamos que será exitoso", afirmou ele.
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