A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou nesta terça-feira, 18,
que vai recorrer de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que
declarou na segunda-feira, 17, a greve de funcionários da Petrobrás como ilegal e abusiva, segundo vídeo divulgado pela entidade.
Ao atender recurso da petroleira, o ministro do TST Ives Gandra da Silva Martins Filho autorizou a Petrobrás
a "adotar as medidas administrativas cabíveis" para o fim da
paralisação, iniciada em 1° de fevereiro, inclusive com sanções
disciplinares aos empregados que não atenderem ao comando judicial.
A Petrobrás informou em comunicado à imprensa na noite de segunda que
"já notificou as entidades sindicais da decisão e aguarda que todos os
empregados retornem às suas atribuições imediatamente".
A FUP criticou a decisão e disse entender que o movimento grevista é
legítimo e legal. A comissão permanente de negociação da entidade ainda
pediu que os petroleiros mantenham a paralisação e aguardem orientações dos sindicatos.
"Entendemos que essa decisão é inconstitucional e nossos advogados em
todo o Brasil estarão, sim, vendo uma forma de questionar essa decisão
monocrática do ministro Ives Gandra", disse no vídeo o diretor da FUP
Deyvid Bacelar.
Segundo ele, a entidade tomou conhecimento da medida do TST "de maneiras ainda não oficiais".
A decisão do ministro do TST estabeleceu multas diárias de entre R$ 250
mil e R$ 500 mil aos sindicatos em caso de descumprimento, além de
bloqueio de contas e repasse de mensalidades associativas.
Na segunda-feira, a FUP havia afirmado que a paralisação tinha adesão
de mais de 60% dos funcionários da área operacional da Petrobrás,
envolvendo total de mais de 20 mil trabalhadores em 13 Estados,
incluindo plataformas do pré-sal.
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