O temporal que atingiu a grande São Paulo na madrugada desta
segunda-feira, 10, ultrapassou o recorde do nível de água do rio
Pinheiros, marcando 719.6m. Este é o maior valor já registrado desde
2005, quando o rio chegou a 718.9m, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente. O órgão afirma que, apenas nesta madrugada, choveu 66% do total esperado para todo o mês de fevereiro.
"Mudança climática não é discurso de ambientalista. Está chovendo nessa
década o que não choveu no século passado", afirma Marcos Penido,
secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, ao Estado. De acordo com
ele, os mais de 78 pontos de alagamento registrado pelo Centro de
Gerenciamento de Emergências Climática (CGE) aconteceram porque o volume
de chuva ultrapassou o que estava previsto na série histórica de 100
anos, usada para calcular o sistema de drenagem das chuvas. "Tudo foi
implantado com essa lógica."
Penido afirma que os sistema de piscinões e drenagem da cidade estão
funcionando perfeitamente, assim como o bombeamento dos rios Tietê e
Pinheiros. "Senão, o estrago teria sido muito pior", observa, afirmando
que eles transbordaram porque "choveu de forma consistente nas quatros
regiões da cidade, a noite inteira".
O secretário prevê a manutenção de todo o sistema quando a chuva der
trégua, o que, de acordo com o CGE, só deve ocorrer no fim da
terça-feira, 11. "Um sistema de drenagem não é algo feito de um dia para
o outro. Precisamos achar terreno, fazer cálculos, estudos, projetar e
contratar. Isso tudo é investimento, e sabemos como as despesas
obrigatórias do Estado estão oprimidas".
Há várias regiões interditadas na capital paulista e o rodízio foi suspenso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário