Um trabalho muito importante de Saúde
Pública está se intensificando em Rio das Ostras. Trata-se do combate ao
mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika.
Equipes da Vigilância em Saúde realizam ações preventivas e educativas
em áreas urbanas do Município, conscientizando a população a respeito
dos cuidados e também sobre a importância de receber os agentes nas
residências.
De acordo com a chefe de divisão da
Vigilância Ambiental, Josineide Gomes Cavalcanti, as equipes recebem um
calendário epidemiológico e, por meio dele, também realizam a cada dois
meses, o Levantamento Rápido de Índices para o Aedes Aegypti – LIRAa,
que é um programa do Estado.
“O Município é dividido em seis áreas e
cada uma delas possui de 9 a 14 localidades. Este ano teremos quatro
LIRAas e o primeiro começa na próxima semana. Dentro desse trabalho,
realizamos as vistas domiciliares, identificação de possíveis
criadouros, orientação de combate ao vetor e eliminação de depósitos. A
partir dessa ação, os focos encontrados seguem para análise em
laboratório para identificação do Aedes”, explicou Josineide.
Em Rio das Ostras, somente a localidade do
Âncora possui mais de 13 mil imóveis. Já nas localidades mais distantes
como Cantagalo, Mar do Norte e Rocha Leão, o trabalho é feito por meio
de mutirões.
Para a moradora de Nova Aliança,
Hideobranda Leite Cavalcanti dos Santos, que recebeu uma equipe da
Vigilância em sua residência nesta quarta-feira, dia 29, essas ações são
de extrema importância para a população.
“Sempre recebo os agentes em casa e acho as
orientações importantes, pois muitos não sabem como evitar os focos do
mosquito. Moro sozinha e tenho que cuidar pela minha saúde. Acho que
deveria ter uma união maior dos moradores nesse combate”, ressaltou.
REGISTROS – Segundo
dados da Vigilância em Saúde de Rio das Ostras, houve uma queda
significativa dos casos de arboviroses entre 2019 e 2020. Este ano foram
registrados cinco casos suspeitos de Dengue, um de Zika e nenhum de
Chikungunya. Já nas três primeiras semanas de 2019, foram 18 casos de
Dengue, 20 de Chikungunya e 0 de Zika.
O coordenador da Vigilância em Saúde,
Marcelo Barelli, disse que frente à situação epidemiológica o Município
tem como objetivo equacionar o Plano Municipal de Controle de
Arboviroses, no intuito de manter os índices e incidências numa margem
satisfatória.
“Além do empenho de todas equipes, as ações
são intensificadas graças a chegada de novos agentes. Hoje são 75
agentes de combate às endemias só nas visitas domiciliares e também
temos a parceria de agentes que atuam em todas as unidades de saúde,
facilitando o trabalho de deslocamento”, destacou Barelli.

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