Quatro rebeliões aconteceram em presídios de
São Paulo nesta segunda-feira (16). Em pelo menos um deles, houve fuga
de detentos. A direção do presídio de Mongaguá, na Baixada Santista,
estima em cerca de 350 os fugitivos.
Além de Mongaguá, também há registro de revoltas nas penitenciárias de
Tremembé, Mirandópolis e Porto Feliz. Nas duas primeiras, a Polícia
Militar e os agentes penitenciários conseguiram controlar os motins. Em
Porto Feliz, o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e a PM estão cercando o
presídio para conter a rebelião.
Em todos os presídios rebelados há presença de integrantes do Primeiro
Comando da Capital (PCC). A direção da Secretaria da Administração
Penitenciária informou que só será possível saber o número exato de
fugitivos em Mongaguá após o término da contagem dos presos.
De acordo com o sindicatos dos agentes prisionais, a onda de motins
atingiria uma quinta prisão: o Centro de Ressocialização de Sumaré. A
razão das revoltas, segundo os agentes, seria o fato de os
presos temerem perder o direito a saída temporária de Páscoa em razão da
epidemia de coronavírus.
"O motivo parece que é a situação de que o TJ (Tribunal de Justiça de
São Paulo) proibiu as 'saidinhas' e o trabalho externo de presos", diz o
presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional, Fabio
Cesar Ferreira. "Amanhã seria a primeira 'saidinha', né? E quase 20 mil
presos queriam sair no feriado da Páscoa"

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