Você já ouviu falar em gaslighting? O termo em inglês ganhou destaque nas redes sociais nesta quarta-feira, 9, após a equipe de Jade Picon acusar Arthur Aguiar de praticar a violência psicológica contra a sister dentro do 'BBB22'. A declaração, claro, repercutiu e recebeu até retaliação de Maíra Cardi, esposa do ator, que pretendia processar a participante.
Em conversa com o Terra, Carolina Carvalho de Oliveira, advogada criminalista da Campos & Antonioli Associados, confirma que acusar alguém de gaslighting sem ter comprovação ou sem a pessoa realmente ter praticado o delito, é considerado crime de calúnia, cuja penalidade pode variar de 3 meses a 3 anos de reclusão.
"O que diferencia os dois é que a calúnia é considerado um crime brando que precisa da queixa da vítima para ser investigada; já o gaslighting, não. Independentemente de ocorrência, o Estado tem o dever de intervir", analisa a especialista.
O que caracteriza gaslighting?
O termo foi inspirado em um filme de 1940, chamado "À Meia Noite", em que o público confere diversas violências domésticas sofridas pela protagonista por parte de seu próprio marido. Atualmente, a nomenclatura é utilizada pelo movimento feminista para se referir a violência psicológica. De acordo com Carolina, vários tipos de delitos podem ser classificados dentro deste crime.
"Podem caracterizar gaslighting ameaças, difamações, humilhações, chantagens e mais. É uma clafissicação que veio para ajudar, mas que complica por causa das sutilezas", avalia.
Como reagir a este tipo de violência - Para a advogada Carolina Oliveira, o gaslighting é um tipo de violência que afeta as vítimas de muitas formas, por isso, assim que a pessoa puder deve se dirigir à Delegacia de Polícia da Mulher, relatar os fatos, registrar uma ocorrência e colaborar com as investigações - com a coleta de provas, por exemplo.
"A pena mínima para quem pratica gaslighting é de 2 anos, mas tudo pode mudar de acordo com as evidências apresentadas", pontua.
Para a especialista, apesar de ser um delito difícil de enquadrar, a Justiça e a Polícia, hoje, têm evoluído no acolhimento às vítimas.
"Como a mulher hoje está aparada pela Lei Maria da Penha, geralmente ela tem diversos profissionais que ajudarão no processo para comprovar os danos causados a ela. Além disso, hoje a polícia tem acreditado mais na palavra feminina", acrescenta.
Em conversa com o Terra, Carolina Carvalho de Oliveira, advogada criminalista da Campos & Antonioli Associados, confirma que acusar alguém de gaslighting sem ter comprovação ou sem a pessoa realmente ter praticado o delito, é considerado crime de calúnia, cuja penalidade pode variar de 3 meses a 3 anos de reclusão.
"O que diferencia os dois é que a calúnia é considerado um crime brando que precisa da queixa da vítima para ser investigada; já o gaslighting, não. Independentemente de ocorrência, o Estado tem o dever de intervir", analisa a especialista.
O que caracteriza gaslighting?
O termo foi inspirado em um filme de 1940, chamado "À Meia Noite", em que o público confere diversas violências domésticas sofridas pela protagonista por parte de seu próprio marido. Atualmente, a nomenclatura é utilizada pelo movimento feminista para se referir a violência psicológica. De acordo com Carolina, vários tipos de delitos podem ser classificados dentro deste crime.
"Podem caracterizar gaslighting ameaças, difamações, humilhações, chantagens e mais. É uma clafissicação que veio para ajudar, mas que complica por causa das sutilezas", avalia.
Como reagir a este tipo de violência - Para a advogada Carolina Oliveira, o gaslighting é um tipo de violência que afeta as vítimas de muitas formas, por isso, assim que a pessoa puder deve se dirigir à Delegacia de Polícia da Mulher, relatar os fatos, registrar uma ocorrência e colaborar com as investigações - com a coleta de provas, por exemplo.
"A pena mínima para quem pratica gaslighting é de 2 anos, mas tudo pode mudar de acordo com as evidências apresentadas", pontua.
Para a especialista, apesar de ser um delito difícil de enquadrar, a Justiça e a Polícia, hoje, têm evoluído no acolhimento às vítimas.
"Como a mulher hoje está aparada pela Lei Maria da Penha, geralmente ela tem diversos profissionais que ajudarão no processo para comprovar os danos causados a ela. Além disso, hoje a polícia tem acreditado mais na palavra feminina", acrescenta.
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