O que ocorre
hoje em dia é um descaramento, uma bandalheira!”. Foi o que disse o ex-prefeito
de Campos, Rockfeller de Lima em entrevista à Folha da Manhã. Com um currículo
que merece respeito, elegeu-se vereador de Campos em 1958, aos 23 anos. Depois,
foi eleito vice-prefeito (na época havia eleição para o cargo) e assumiu a
Prefeitura após o falecimento do então prefeito Barcelos Martins.
Posteriormente, Rockfeller foi prefeito novamente, deputado estadual, deputado
federal e suplente de Senador (1987-1995).
Rock, como é
chamado na intimidade, além de fazer duras criticas a atual gestão, fez uma
análise do orçamento da cidade na época que a governou e da história dos
royalties, explicando sua real importância. “Na minha época não existia nem
extração de petróleo em quantidade, o que dirá royalties. Mas, em compensação,
havia algo que hoje jaz extinto: honestidade e capacidade. Tínhamos excelentes
gestores. O que se vê hoje é de um amadorismo colossal”, disse.
Prefeito no
ano de 1964, Rockfeller contou que os recursos eram mínimos e o que fazia
realmente a diferença durante esse período foi a homogênea parceria que o
governo municipal possuía com os demais poderes. “Além de todas as
problemáticas comuns aos cidadãos bem informados, existe a intolerância e
prepotência de nossos administradores, que brigam com tudo e todos. Não se pode
manter uma boa relação com os governos estadual e federal com essa constante
queda de braço política”, explicou.
Royalties —
Chegando ao polêmico tema dos royalties, ele disparou contra “manipuladores da
verdade”, dizendo que os atuais comandantes estão querendo passar uma “mensagem
mentirosa”. “Uma tremenda enganação! Campos tem muitos recursos e não irá
acabar sem os royalties. Isso que andam divulgando não passa de conversa fiada.
Temos um orçamento absurdamente alto: R$ 2,4 bilhões, e mesmo se perdêssemos
metade desta verba ainda poderíamos tornar a cidade ainda mais funcional e
saudável economicamente do que ela é hoje com toda essa grana”, afirmou. Apesar
da idade, Rock clama por juventude na política. “Precisamos de caráter joviais
e puros, com verdadeiro desejo de mudança”, concluiu.

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