segunda-feira, 25 de março de 2013

Dejetos de suínos viram energia limpa em pesquisa na UENF



Inicialmente serão criados no local uma granja com 750 suínos, que além de grande produtora de carne, pode constituir-se em excelente produtora de energia.  Basta instalar um biodigestor, equipamento usado na produção de biogás, mistura de gases principalmente metano — produzida por bactérias que digerem matéria orgânica em condições anaeróbicas (isto é, em ausência de oxigênio). Sua atuação é a mesma de um reator químico, só que com reações de origem biológica. A matéria orgânica utilizada na alimentação dos biodigestores pode ser derivada de resíduos de produção vegetal (como restos de cultura), de produção animal (como esterco e urina) ou da atividade humana (lixo doméstico). Cada animal produz entre cinco e oito kg/dia de dejetos, entre esterco e urina, o que daria algo como 35 kW (quilowatts) de energia para o assentamento.

Segundo o pró-reitor de extensão e coordenador do projeto, Paulo Roberto Nagipe, além de grande produtora de carne, o assentamento se beneficiaria ainda com o gás encanado, a energia elétrica e o biofertilizante. Ele informou que o fertilizante poderá ser utilizado na lavoura e os produtos revertidos em merenda escolar.
— Esse é um projeto inovador, piloto, único no Estado do Rio que tem tudo para dar certo. É um projeto em parceria com a empresa Queiróz Galvão que está investindo R$ 1.4 milhão e que vai dar uma nova vida para os assentados, que também vão participar do processo —disse o coordenador.

Jane Ribeiro

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