Inicialmente
serão criados no local uma granja com 750 suínos, que além de grande produtora
de carne, pode constituir-se em excelente produtora de energia. Basta instalar um biodigestor, equipamento
usado na produção de biogás, mistura de gases principalmente metano — produzida
por bactérias que digerem matéria orgânica em condições anaeróbicas (isto é, em
ausência de oxigênio). Sua atuação é a mesma de um reator químico, só que com
reações de origem biológica. A matéria orgânica utilizada na alimentação dos
biodigestores pode ser derivada de resíduos de produção vegetal (como restos de
cultura), de produção animal (como esterco e urina) ou da atividade humana
(lixo doméstico). Cada animal produz entre cinco e oito kg/dia de dejetos,
entre esterco e urina, o que daria algo como 35 kW (quilowatts) de energia para
o assentamento.
Segundo o
pró-reitor de extensão e coordenador do projeto, Paulo Roberto Nagipe, além de
grande produtora de carne, o assentamento se beneficiaria ainda com o gás
encanado, a energia elétrica e o biofertilizante. Ele informou que o fertilizante
poderá ser utilizado na lavoura e os produtos revertidos em merenda escolar.
— Esse é um
projeto inovador, piloto, único no Estado do Rio que tem tudo para dar certo. É
um projeto em parceria com a empresa Queiróz Galvão que está investindo R$ 1.4
milhão e que vai dar uma nova vida para os assentados, que também vão
participar do processo —disse o coordenador.
Jane Ribeiro

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