De acordo com
o diretor, uma paciente de 34 anos estava, desde o dia 1º de março, com dores
ósseas e parestesia (dormência) na região lombar. Já no dia 9, a paciente já
estava com parestesia nos membros inferiores e superiores e paralisia facial.
“Esse é o caso, que é bem raro no país, é o mais grave do sorotipo 4, podendo
apresentar sequelas e até chegar a óbito. O ideal é que o paciente procure o
médico o mais rápido possível, para evitar problemas posteriores. Esta paciente
que citei está medicada e internada desde quinta-feira e já apresenta
melhoras”, relatou o diretor, explicando que a Síndrome de Gluillain Barré,
apesar de reversível, apresenta sintomas severos, como perda da força muscular
e nervos, começando nos membros inferiores avançando para os superiores, até a
face, podendo causar paralisia temporária facial e dos membros e perda, também
temporária, dos movimentos.
Outro caso,
também confirmado em Campos, é o de miosite aguda, normalmente causando mialgia
(dor muscular), fraqueza muscular em membros inferiores, limitação de
mobilidade, níveis elevados de enzimas musculares, leucopenia (redução no
número de leucócitos no sangue), evolução auto limitada. “Neste caso, os
pacientes também estão sendo medicados e recebendo o tratamento necessário para
o caso”, destacou Luiz José de Souza.
A
pesquisadora titular da Fiocruz, Luzia Pinto, que é PHD em Imunologia pelo
Instituo Pasteur, da França, está em Campos desde fevereiro, estudando os
marcadores de gravidade do sorotipo 4 da dengue, buscando entender porque
algumas pessoas respondem ao vírus de forma assintomática, outras com quadro
clínico de evolução branda da doença e outros graves, até o óbito”, finalizou o
diretor do CRD.

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