sábado, 16 de março de 2013

Quatro casos graves de dengue do tipo 4



De acordo com o diretor, uma paciente de 34 anos estava, desde o dia 1º de março, com dores ósseas e parestesia (dormência) na região lombar. Já no dia 9, a paciente já estava com parestesia nos membros inferiores e superiores e paralisia facial. “Esse é o caso, que é bem raro no país, é o mais grave do sorotipo 4, podendo apresentar sequelas e até chegar a óbito. O ideal é que o paciente procure o médico o mais rápido possível, para evitar problemas posteriores. Esta paciente que citei está medicada e internada desde quinta-feira e já apresenta melhoras”, relatou o diretor, explicando que a Síndrome de Gluillain Barré, apesar de reversível, apresenta sintomas severos, como perda da força muscular e nervos, começando nos membros inferiores avançando para os superiores, até a face, podendo causar paralisia temporária facial e dos membros e perda, também temporária, dos movimentos.

Outro caso, também confirmado em Campos, é o de miosite aguda, normalmente causando mialgia (dor muscular), fraqueza muscular em membros inferiores, limitação de mobilidade, níveis elevados de enzimas musculares, leucopenia (redução no número de leucócitos no sangue), evolução auto limitada. “Neste caso, os pacientes também estão sendo medicados e recebendo o tratamento necessário para o caso”, destacou Luiz José de Souza.

A pesquisadora titular da Fiocruz, Luzia Pinto, que é PHD em Imunologia pelo Instituo Pasteur, da França, está em Campos desde fevereiro, estudando os marcadores de gravidade do sorotipo 4 da dengue, buscando entender porque algumas pessoas respondem ao vírus de forma assintomática, outras com quadro clínico de evolução branda da doença e outros graves, até o óbito”, finalizou o diretor do CRD.

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