Às vésperas
de uma epidemia de dengue na cidade, o diretor do Centro de Referência da
Dengue (CRD), em Campos, Luiz José de Souza, chamou atenção para casos mais
graves da doença no estágio sorotipo 4. Segundo ele, quatro pessoas
apresentaram sintomas e já confirmaram quadro de Síndrome de Guillain Barré e
Miosite Aguda. Três deles estão recebendo tratamento no Hospital dos
Plantadores de Cana (HPC). Os últimos números, divulgados pela secretaria de
Saúde apontaram que atualmente o município já tem 2.846 casos confirmados da
doença, sendo 1.665 de dengue clássica; 1.166 de casos clínicos epidemiológicos
e 15 de casos hemorrágicos/e ou com complicação.
A legislação
determina que liminares em processos de inconstitucionalidade sejam submetidas
a plenário o quanto antes
Um dia após a
promulgação da Lei dos Royalties, quatro ações chegaram ao Supremo Tribunal
Federal (STF) questionando o novo regime de distribuição de rendimentos
provenientes da extração de petróleo e derivados. Pela manhã, ingressaram com
ações os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. À tarde, foi a vez da
Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e do estado de São Paulo.
Para a Alerj, a lei quebrou o regime federativo e as
regras estipuladas na Constituição de 1988, quando estados produtores abriram
mão de tributos para ficar com os royalties da extração de petróleo e seus
derivados. “Os piores criminosos da humanidade começaram seus delitos pela
eliminação da autonomia dos governos locais”, destaca a ação.
Assim como os
governos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, a Alerj pede que a lei seja
anulada tanto para os contratos vigentes quanto para os futuros. A assembleia
fluminense lembra que a propriedade dos royaltiespelos estados produtores já
foi reconhecida pelo próprio STF. São Paulo faz um pedido menos abrangente,
considerando ilegal apenas a redistribuição de valores já acordados em
contrato. O estado alega que a regra vai atrapalhar planejamento do estado para
investimentos já programados para políticas públicas.
“Fácil
constatar, portanto, que a ingerência em relação a receitas legitimamente
previstas interfere na autonomia do estado, põe em risco o equilíbrio fiscal e
orçamentário; em especial considerando a circunstância de que um significativo
percentual do gasto público refere-se a despesas vinculadas, tais como nas
áreas de saúde e educação”, alega o governo bandeirante.
Todos os
autores pedem decisão urgente do Supremo para evitar prejuízos irreversíveis em
seus orçamentos. Os processos estão sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia,
que vai analisar o caso no final de semana. A legislação determina que
liminares em processos de inconstitucionalidade sejam submetidas a plenário o
quanto antes.

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