O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão
(PMDB), disse nesta terça-feira (5) que a estratégia dos parlamentares do
Estado é "esgotar" todas as negociações no Congresso na tentativa de
impedir a derrubada dos vetos dos royalties.
Os vetos foram feitos no final do ano passado pela
presidente Dilma Rousseff ao artigo da lei que prevê redistribuição mais
igualitária dos royalties do petróleo de áreas em exploração e já licitadas. A
votação está prevista para ocorrer hoje, em sessão do Congresso, a partir das
19h.
Os royalties são um percentual do lucro obtido pelas
empresas e pagos ao Estado como forma de compensação pelo uso de recurso
natural.
"A gente vai lutar muito e vamos até as últimas
consequências", disse Pezão, que participa hoje de encontro da bancada do
Rio na Câmara. Também participaram da reunião os prefeitos do Estado do Rio.
Segundo Pezão, o governo do Rio e de São Paulo prometem
apresentar uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) ao Supremo Tribunal
Federal logo após encerrada a votação no plenário.
Em razão de a votação ser em cédula de papel, a
expectativa é que o resultado final seja divulgado apenas nos próximos dias.
"A batalha jurídica já está em curso", disse a
deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ).
De acordo com cálculos da bancada fluminense, o governo
do Rio vai deixar de receber R$ 3,1 bilhões com os royalties neste ano.
"O Rio usa 95% dos seus recursos para pagar dívida e
pensionistas. Se perdemos, teremos dificuldades", disse Pezão.
A derrubada do veto tem o apoio da maioria dos
congressistas, inclusive de aliados de Dilma. Como a decisão afeta todos os
Estados e municípios, o embate se transformou em uma questão de interesses
regionais.
O veto manteve a legislação atual que destina a maior
parcela dos royalties dos campos em exploração aos Estados e municípios
produtores. Pela regra, os grandes Estados produtores ficam com 26,25% dos
royalties. Os não produtores recebem apenas 1,76%.

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