Professores
que residem em Campos e trabalham na Prefeitura de Quissamã sofrem com o mau
estado dos ônibus da empresa São Cristovão. Depois de várias denuncias, um
ônibus foi retido na manhã desta quarta-feira(17/04) pela Polícia Rodoviária Federal(PRF). O ônibus
foi abordado no Posto Lagamar, na BR-101, em Campos. O motorista não portava documentos do
veículo. Depois da presença de um representante da empresa, sob protestos dos
professores, os agentes da PRF liberaram o ônibus. A PRF alegou que o ônibus
estava em condição para circular, apesar de estar com bancos quebrados e outros
danos aparentes.
Um grupo de
cerca de 30 professores conseguiu carona e retornou a Campos . Eles foram ao
Departamento de Transportes Rodoviários do Estado (Detro), mas encontraram o
escritório fechado no Shopping Estrada. Indignados, foram ao Ministério Público
(MP) denunciar a empresa e a Polícia Rodoviária Federal.
A reportagem
do Campos 24 Horas ouviu a professora Naiara Gomes Lima sobre a situação
enfrentada pelo grupo de professores. Ela revela que os problemas começaram
quando uma van foi substituída por um ônibus.
“Há três anos
prestamos serviços ao município de Quissamã na área de educação. No início, o
transporte era feito por uma van contratada pela prefeitura. A van estava em perfeitas condições. Por conta do vale –transporte, ficou acordado
que a van seria substituída por um ônibus”, afirmou Naiara que se mostrou
indignada por causa de um acordo não cumprido. “Ficou acordado que teria um
ônibus saindo de Campos mais cedo para nos atender. Também ficou acertado que
haveria segurança, pontualidade. Mas, nada disso acontece. Os ônibus não têm
horário, chegam atrasado. Não há equipamento de segurança, são sujos, têm problemas de mecânicos, chegando
ao cúmulo de serem ligados com um garfo”, disse a professora
O professor
Sandro Silva também falou ao Campos 24 Horas.
“Na última
segunda-feira, nós chegamos a apanhar peças que soltaram do motor e entregamos
ao motorista para que este entregasse aos mecânicos da empresa. Quase houve uma
batida na traseira de uma carreta porque faltou freio. Quem vai garantir os
direitos dos passageiros, se o próprio Detro está fechado. Agora, nossa
esperança é o Ministério Público”, declarou
O Campos 24
Horas tentou contato com a empresa São Cristovão, mas nossas ligações não foram
retornadas.

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