segunda-feira, 13 de maio de 2013

O crack bate à nossa porta e frequenta nossas praças



Criada pelo Governo, campanha ´Crack, é possível vencer´tem pouca força para a energia que o assunto merece


A droga que vicia logo no primeiro consumo
O crack já chegou a quase todas as cidades do país e virou tema prioritário na Casa Civil da Presidência. Em Campos dos Goytacazes já foram registradas apreensões da droga e prisões. Como se vê, é um problema que bate à nossa porta e frequenta nossas praças.

O assunto está no colo da ministra Gleisi Hoffmann. Os parlamentares alinhados na luta contra esse grave problema – da Frente de Combate ao Crack – se queixam de que o governo só executou 7% do orçamento destinado ao programa, que vai desde o combate ao tráfico, prevenção, acolhimento até o tratamento de dependentes.

O certo é que o Governo nunca mergulhou por inteiro nessa questão. O consumo cresceu e se multiplicou diante de uma campanha que tem o triste mote "Crack, é possível vencer!" É muito pouco para quem quer mesmo enfrentar e resolver o problema. Aliás, isso já foi dito aqui e não há a pretensão de tornar o assunto repetitivo.

A expansão do consumo de crack no Brasil começou na década de 1990. 43% da droga consumida no país vêm da Colômbia 43%, 38% do Peru e 19% da Bolívia. Ou seja, a droga entra por nossas fronteiras secas.

Para a execução do plano existe a previsão de investimento que beira os R$ 4 bilhões e o envolvimento dos ministérios da Justiça, Saúde, Desenvolvimento Social e Educação. Aderiram ao programa os estados do Acre, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.  É de estranhar que os outros tenham ficado de fora.

Os estados são dotados de equipamentos de segurança, armas não letais, viaturas, motocicletas e câmeras de vídeo-monitoramento, além de bases móveis policiais com câmeras, carros, motocicletas, armas de condutividade elétrica e espargidores de pimenta. Para o tratamento, são criados leitos e vagas hospitalares.

Se vai dar certo e por que o plano ainda não emplacou, estes são temas que merecem avaliação. Parece que faltou “liga” entre os diversos poderes. Algumas prefeituras, por exemplo, se negam a discutir a questão. O problema também é tabu em algumas escolas.

O crack é um problema endêmico que precisa ser encarado de frente e de forma corajosa, sem subterfúgios.

Nenhum comentário:

Postar um comentário