A Prefeitura
de Campos já pode retomar a licitação para o transporte coletivo. Na sessão de
ontem (10/7), a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça negou provimento ao
recurso de agravo de instrumento das empresas de ônibus, possibilitando que o
município prossiga com a licitação de concessão das rotas de transporte
coletivo.
O
desembargador Jesse Torres Pereira Júnior, acompanhando a tese sustentada pelo
município, abriu divergência do voto da desembargadora Mônica Sardas, que há
três meses acatou pedido das empresas e concedeu liminar suspendendo o processo
de licitação da prefeitura, que tenta implantar modelo atualizado de operação
do transporte coletivo, para melhorar a qualidade no serviço prestado à
população. "O voto do desembargador Torres foi acompanhado pela
desembargadora Cláudia Menezes. Agora a licitação terá continuidade", vibrou
o procurador Geral do Município, Matheus José, que recebeu a informação sobre a
decisão através do subprocurador Adjunto Gabriel de Assis, que esteve na
sessão.
Luta para
modernização desde 2009
O procurador
Matheus José observa que "assim que as partes forem intimadas, o processo
terá continuidade, tendo em vista o improvimento do agravo, desfazendo assim a
liminar anteriormente deferida", explicou.
A luta da
prefeitura na Justiça para realizar a licitação já tem mais de dois meses,
desde que a desembargadora Mônica Sardas concedeu liminar a um grupo de
empresas de ônibus de Campos, suspendendo o processo licitatório. Desde então,
a Procuradoria do Município entrou com recursos. A decisão de ontem foi nos
autos do Agravo de Instrumento interposto pelas empresas, que se posicionam
contra a iniciativa da prefeitura de modernizar o sistema de transporte.
Ações - Desde
2009 a prefeitura desenvolve ações que estão melhorando a qualidade do
transporte coletivo para população, com o Programa "Campos Cidadão".
Além da passagem a R$ 1 em todo o município, gerando economia e oportunidades
iguais de emprego a todos, o programa permitiu a renovação da frota, que
reduziu de 11,6 anos, predominante em 2008, para 5,9 anos. Do total, 33% dos
veículos contam com acessibilidade.

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