Está prevista
para hoje uma greve nacional, em uma onda de mobilizações intitulada “Dia
Nacional de Lutas”. Em Campos, o movimento sindical fará um ato em frente à
agência da Caixa Econômica Federal, no Boulevard Francisco de Paula Carneiro
(Calçadão), com concentração marcada para as 14h. Antes disso, a partir das 7h,
de acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Rafanele Pereira,
integrantes do movimento estarão percorrendo as ruas da cidade para fechar os
bancos. As escolas municipais e estaduais, além de algumas universidades
públicas, também foram convocadas a paralisar as atividades. Os petroleiros
também pretendem aderir à greve nacional.
A pauta
nacional abrange o fim do Projeto de Lei 4330 de 2004 (que dispõe sobre o
contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele
decorrentes); fim do Fator Previdenciário; reajuste digno para os aposentados;
jornada semanal de 40 horas de trabalho; mais investimentos em saúde, segurança
e educação; transporte público de qualidade; reforma agrária; e fim dos leilões
do petróleo.
A organização
do ato foi discutida em reunião segunda-feira, que contou com cerca de 130
pessoas. “Diversas frentes sindicais devem participar do ato de amanhã (hoje),
como os metalúrgicos, o Siprosep e o Sepe. Em primeiro momento, faremos apenas
o ato em frente à Caixa Econômica, mas não descarto a hipótese de haver uma
passeata pela cidade”, informou Rafanele.
Segundo o
presidente do Sindicato dos Rodoviários de Campos, Roberto Virgílio, a
federação da categoria quer que todos os trabalhadores parem das 13h às 17h.
“Nós vamos aderir ao movimento nacional, mas ainda iremos decidir até amanhã
(hoje) se vamos acatar o que foi definido pela federação ou não”, disse.
Em relação
aos petroleiros, o Sindipetro-NF informou que convocou a categoria para
comparecer nos atos que acontecerão em Campos, com concentração marcada para as
8h na praça São Salvador, e Macaé, com concentrações simultâneas às 9h, na
praça Veríssimo de Mello e na praça Washington Luiz, com encontro às 12h em
frente à prefeitura.
Educação
adere ao ato
Em relação à
Educação, os campi Centro, Cabo Frio e Macaé do Instituto Federal Fluminense
(IFF) irão parar suas atividades, conforme informou o presidente do Sindicato
Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica
(Sinasefe), em Campos, Paulo Caxinguelê.
A Associação
dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff) noticiou que a
categoria aprovou a adesão ao movimento. Já a Associação de Docentes da
Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) informou que os professores
trabalharão normalmente, e que foram convocados a comparecerem à praça São
Salvador para ato às 17h.
Já sobre as
escolas municipais e estaduais, a coordenadora geral do Sindicato dos profissionais
da Educação do Estado (Sepe), em Campos, Christine Marcelino, todas as escolas
foram convocadas a fechar. “O Sepe também apoia a greve nacional e as escolas
não deverão funcionar amanhã (hoje)”.
Mário Sérgio
Júnior

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