Foi publicada
na edição desta terça-feira (9 de julho) do Diário Oficial a medida provisória
(MP) que institui o Programa Mais Médicos para o Brasil. Lançada pelo
Executivo, a iniciativa prevê a contratação de médicos para atuar na saúde
básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades.
Entre os
objetivos listados estão a diminuição da carência de médicos nas regiões
prioritárias para o SUS, de modo a reduzir as desigualdades regionais nesta
área, fortalecer a prestação de serviços na atenção básica em saúde no país e
ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS,
desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade da saúde da população.
De acordo com
o governo federal, a prioridade é contratar médicos formados no Brasil. Caso as
vagas não sejam preenchidas pelos brasileiros, o governo contratará médicos
estrangeiros ou brasileiros formados no exterior. A estimativa inicial é a
abertura de cerca de 10 mil vagas, mas o número pode mudar, já que os
municípios ainda vão se inscrever no programa.
Além de
salário de R$ 10 mil, os médicos que atuarem no interior do país e nas regiões
metropolitanas vão receber auxílio para deslocamento. A jornada de trabalho
será 40 horas semanais na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS), sob a
supervisão de instituições públicas de ensino.
Na Região
Norte, os profissionais vão receber o auxílio deslocamento equivalente a R$ 30
mil. Os médicos que forem para a Região Nordeste receberão R$ 20 mil e para as
regiões metropolitanas, será R$ 10 mil. Tanto o salário quanto os auxílios
serão pagos pelo governo federal.
No lançamento
do programa, a presidente Dilma Rousseff disse que o objetivo do Mais Médicos
para o Brasil não é trazer profissionais estrangeiros, e sim levar médicos às
cidades com carência.

Nenhum comentário:
Postar um comentário