Um dos prédios mais antigos e tradicionais de Campos vem lutando contra o tempo e a deteriorização sofrida ao longo dos anos. O Asilo Nossa Senhora do Carmo, que nas últimas décadas tem sido a residência de muitos idosos, necessita de uma manutenção, seguindo os trâmites legais, impostos pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
No mês de dezembro, uma grande mobilização foi realizada na sede do Asilo, com dezenas de pessoas ligadas a vários seguimentos da sociedade campista, pedindo a reforma e manutenção do local, que se encontra interditado pelo Iphan e pela Defesa Civil a 20 anos, em seu prédio principal. O dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da instituição foi escolhido por aqueles que se sensibilizaram com às condições do casarão.
A presidente do Asilo do Carmo, Conceição Sant’ana vem fazendo uma série de apelos pela recuperação do prédio. “ A instituição não tem condições de arcar com a restauração, já que a verba que recebe é destinada às despesas para assistir aos idosos”, disse ela.
O casarão que , pertenceu ao Barão de Carapebus e abrigou por muitos anos poderosos senhores de engenho da região, tem 400 anos e desde 1904 passou a receber os idosos em suas dependências.
A incidência de cupins e o desgaste do tempo, fazem com que o prédio apresente rachaduras, além de problemas de infiltração, portas, janelas e vidros quebrados, além de ser necessário um completo reparo na parte elétrica.
O Iphan fez o tombamento do prédio, mas não investe no restauro “Para o restauro do prédio histórico no Asilo do Carmo, o Iphan está sendo processado pela Justiça Federal”, comentou recentemente , o presidente do Conselho de Preservação do Patrimônio Artístico Municipal (Coppam) e superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico, Orávio de Campos Soares.


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