segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Novas regras para outorga de aeroportos regionais entram em vigor

Foram publicadas no DOU (Diário Oficial da União) na última semana as novas diretrizes pra outorga de aeroportos regionais. O PGO (Plano Geral de Outorgas) foi elaborado com o objetivo de melhorar o atendimento e a oferta de voos nesses terminais. A proposta foi feita pela SAC (Secretaria de Aviação Civil), submetida a consulta pública e validada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

A gestão dos aeroportos estratégicos será dada, prioritariamente, aos estados. Mas, para isso, os governos deverão demonstrar capacidade técnica, administrativa, orçamentária e de planejamento para a manutenção.

Pelas novas regras, municípios somente poderão pleitear a administração de aeroportos regionais estratégicos - que são definidos a partir de critérios como localização geográfica, características socioeconômicas, acessibilidade e potencial turístico - se tiverem PIB anual acima de R$ 1 bilhão. Mas, para isso, será avaliada a capacidade técnica da manutenção do terminal. Também existe a possibilidade de a gestão ocorrer por meio de consórcio entre cidades localizadas numa mesma região, caso o PIB somado dos municípios seja superior a esse valor.

Conforme o secretário de Política Regulatória de Aviação Civil da SAC, Rogério Coimbra, o novo Plano Geral de Outorgas faz parte do Programa de Aviação Regional, que prevê, ainda, investimentos de R$ 7,3 bilhões em infraestrutura e subsídios para empresas que operam voos regionais a fim de baratear tarifas. “O PGO trata da vertente de gestão dos aeroportos. Uma vez feitos esses investimentos, temos que cuidar para que não seja outorgado aeroporto a quem não tem condição de geri-lo e, com isso, o investimento ser perdido”, explica Coimbra.

Outra novidade é que estados e municípios poderão conceder os aeródromos à iniciativa privada, desde que apresentem condições técnicas para acompanhar e fiscalizar os contratos de concessão.

Se administrações estaduais e municipais não tiverem condições ou interesse em permanecer com a responsabilidade sobre a administração de algum aeroporto, a gestão passará para a União.

Plano Geral de Outorgas
O PGO apresenta as diretrizes para que a SAC defina quem é o administrador mais adequado para a gestão de cada aeroporto. O objetivo é garantir que o gestor esteja adequado às necessidades e às características particulares dos aeródromos.

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