Segundo Raul Escobar, o carnavalesco Salvador Leitão, tam-bém conhecido por Salvador “Brinquinho”, pertencente – se não me falha a memória – ao Grupo “Topa Tudo”, ao Bloco Carnavalesco “Prazer das Morenas” e fundador do Bloco de Rua “Pega Veado”, era do “c... riscado e da beirada carijó”.
Gostava de tomar umas cervejas e uns tragos, e lá pras tantas aprontava. Certa vez, no tempo que velório dava “festa”: licor, vinho fino, salgadinhos, café, pão de queijo, etc., Salvador e seu grupo boêmio saíram à procura de um velório e encontraram um.
Casa cheia, muito choro, tristeza e deliciosos quitutes e doses de licor e vinho. Salvador, gozador, que já estava “pra lá de Bagdá”, entrou, comeu, comeu, bebeu, bebeu e depois resolveu perguntar:
- Minha senhora, por favor, quem é o morto?
Resposta da chorosa carpideira:
- “Seu” Chico. Homem bom, honesto e amigo. Homem messs-mo, com “h” maiúsculo.
Salvador, então, diante desses elogios, decidiu comprovar e eis o espanto:
- Minha turma, sabe quem é esse machão do Chico? É “Chico Veado”!
Realmente era um homossexual. E foi aquela confusão.
(*) Jornalista.
(Do livro “Pequenas Histórias Verídicas de
Campos dos Goytacazes” – 2008, esgotado.
Breve nova edição revista e aumentada).

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