Pacientes em estado terminal e que estejam com tratamento contra o
câncer em andamento não estarão entre os selecionados para participar da
pesquisa clínica conduzida pelo Instituto do Câncer do Estado de São
Paulo (Icesp) com a fosfoetanolamina sintética, substância que se
apresenta com potencial para curar a doença, mas que ainda não foi
testada em seres humanos e não tem liberação da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usada como medicamento.
Os detalhes sobre a pesquisa, que pode ser feita com até mil pessoas,
foram apresentados nesta quinta-feira (17). "A ideia não é restringir o
acesso, mas dar à medicação uma chance real de benefício e (fazer com)
que não haja perda para o paciente", explica Paulo Hoff, diretor do
instituto. O investimento será de R$ 2 milhões.
Pacientes que estão em algum intervalo do tratamento convencional ou
que estão em fase em que não há tratamento disponível estarão entre os
selecionados. "Em pacientes com pouco tempo de vida, há pouca
probabilidade que eles se beneficiem. O problema que aconteceria é que
seria considerada uma falha do produto."
O esquema de seleção ainda não foi divulgado, mas o objetivo é criar
uma página na internet contendo todos os pré-requisitos para dar
transparência ao processo.

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