Sábado (6) é o dia dedicado ao padroeiro de Campos, o Santíssimo
Salvador. Mesmo com a crise econômica que assombra os comerciantes há
meses e a uma semana do Dia dos Pais, a categoria decidiu que não vai
abrir as portas. Experiências de feriados anteriores fizeram os
comerciários desistirem da ideia de trabalhar em um feriado municipal.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Campos
(Sindivarejo), Carlos Eduardo Carvalho, o momento é crítico. Inúmeros
comerciantes estão passando por um período financeiro grave. Porém, a
força da tradição e a cultura da população campista impedem que o
sindicato obrigue todos os comerciários a abrir. “O nosso desejo é abrir
todos os dias, inclusive, feriados. Porque o quadro é gravíssimo. No
entanto, não temos a adesão do povo nem do comércio”.
Carvalho lembrou ainda a experiência negativa dos feriados de Santo
Amaro (15 de janeiro) e Tiradentes (21 de abril) – municipal e nacional,
respectivamente. “Foi uma decisão infeliz abrir em janeiro e abril.
Fizemos campanhas informando que o comercio estaria aberto e confiamos
que o consumidor viria à rua em massa. Mas, infelizmente, nos enganamos.
Os clientes não apareceram o que provocou grande decepção nos
empresários”.
Dia dos Pais - Os comerciantes estão otimistas com uma das melhores datas do comércio
que é o Dia dos Pais. Não abrir no sábado que antecede a data pode não
atrapalhar as vendas, uma vez que os consumidores ainda deixam as
compras para a última hora. “No próximo sábado (13), estamos esperando
um movimento maior de clientes à procura de um presente para o papai. Os
empresários estão se esmerando fazendo promoções. O Dia dos Pais vai
melhorar um pouco essa crise que tem tirado o nosso sono dos
comerciantes”, finalizou o presidente do Sindivarejo.
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