Campos foi a quinta cidade do Estado do Rio que perdeu mais vagas de
emprego formal (com carteira assinada) em 2016, segundo o Ministério do
Trabalho e do Emprego, através de levantamento do Caged (Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados), na soma entre o número de demissões e
contratações. Neste período, foi registrada a perda de 6.421 postos de
trabalho eliminados nos últimos 12 meses.
Macaé foi o terceiro município que mais eliminou vagas, com um saldo
negativo de 13.137 empregos a menos no balanço entre demitidos e
contratados, atrás apenas da cidade do Rio de Janeiro, que registrou
menos 138.168 vagas, e de Duque de Caxias, em segundo, com menos 14.121
postos de trabalho. Niterói foi o quarto município com pior saldo
negativo do ano passado, com 12.448 empregos a menos.
Ainda com relação a outros municípios da região Norte Fluminense,
depois de Macaé e Campos foi São João da Barra o terceiro município que
registrou maior volume de perdas de postos de trabalho, com 1.503 vagas a
menos.
Em quarto, São Fidelis, com saldo negativo de 268 vagas. Depois, São
Francisco de Itabapoana, com menos 182 vagas. Quissamã aparece em sexta
colocação, com 111 postos de trabalho a menos. Já Conceição de Macabu
registrou menos 90 vagas de emprego em 2016.
Em meio à crise, há municípios que registraram maior volume de
contratações do que de demissões, casos de Carapebus, com 37 vagas a
mais, enquanto que Cardoso Moreira também registrou saldo positivo com 5
vagas.
Em Campos, a área onde houve mais demissões foi o setor de serviços,
com 2.531 demissões de trabalhadores. Depois, o comércio, com 1.746
trabalhadores que foram desligados de seus empregos. O terceiro segmento
que mais demitiu em Campos, em 2016, foi a construção civil, com 1.227
rescisões. Logo, a seguir, a indústria de transformação, com 1.215
pessoas demitidas.
O setor da agropecuária e pesca foi o destaque no saldo positivo
isolado, com mais contratações do que demissões em Campos, registrando
um saldo positivo de 462 postos de trabalho.
Em Macaé, o setor de serviços foi o que mais registrou demissões com
um total de 8.040 vagas a menos em 2016, seguido pela construção civil,
com saldo negativo de 1.897 postos de trabalho. Em terceiro, o comércio
com 1.388 vagas de emprego a menos. A indústria da transformação logo
depois com menos 1.074 empregos.
Panorama Nacional -
No plano nacional, nos últimos 12 meses foram fechadas 1.321.994 vagas,
14% a menos do que no mesmo período de 2015, quando o mercado perdeu
1.534.989 postos de trabalho. Apesar dos números ainda serem negativos, a
comparação já mostra uma diminuição significativa no fechamento de
vagas.

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