Uma boa notícia para os devotos de Santo Amaro, na Baixada Campista. A
igreja do padroeiro pode virar um Santuário. Segundo o Bispo Diocesano
de Campos Dom Roberto Ferrería Paz, a mudança significa que o local terá
uma quantidade maior de fieis, motivados por crenças e milagres. Com a
novidade, a igreja de Santo Amaro se juntará aos outros dois santuários
do município: o Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada no Parque
Rosário, e o Santuário Eucarístico, na Praça Tiradentes de Adoração
Perpétua.
“A Diocese está trabalhando para adequar a infraestrutura da igreja
para essa transformação, acolhendo com mais dignidade e conforto os
romeiros e peregrinos. Assim pode ter mais confessores e uma liturgia
própria de um Santuário. Este é um processo demorado e contamos com a
ajuda da assessoria dos Monges Beneditinos. Um Santuário nunca se
constitui por um decreto e sim pela presença dos fieis. Já demos um
passo importante no caminho de Santo Amaro, que já virou cultural e se
torna cada vez mais um lugar de turismo religioso regional”, explicou
Dom Roberto.
Monjes Beneditinos - A grande devoção a Santo Amaro, cuja festa é celebrada no dia 15 de
janeiro, é explicada pela presença dos monges beneditinos que foram os
valorosos missionários da zona rural de Campos dos Goytacazes, em um
município onde está situado o célebre Mosteiro de São Bento, na região
de Mussurepe. Santo Amaro, foi monge da Ordem de São Bento. Nascido em
Roma, de família senatorial, Amaro, quando tinha apenas doze anos, foi
entregue no mosteiro por seu pai, Egrico, homem ilustre pela virtude e
pela nobreza do nascimento, confiando-o aos cuidados de São Bento.
Correspondeu tão bem à afeição e à solicitude do mestre, que foi
proposto como modelo aos outros religiosos. Caminho de Santo Amaro Há
mais de duzentos anos romeiros e peregrinos percorrem um trajeto de 39
quilômetros de extensão, a maior parte do caminho atravessa a RJ-216,
rodovia de grande movimento na cidade, em demonstração de fé para
agradecer as graças alcançadas por intercessão daquele que se tornou o
padroeiro da Baixada Campista, Santo Amaro. O caminho é o único circuito
religioso do Estado do Rio do Janeiro. Este ano a festa completou 284
anos de muita devoção e fé ao Santo.
Os fieis percorrem o trajeto em orações e agradecimentos. Além da
tradição, a festa religiosa é a preservação da cavalhada, folguedo de
origem lusitana que traduz a guerra entre mouros e cristãos. A
apresentação, com todo brilho, é mantida por séculos, já que a igreja
remonta a primeira edificação, obra dos monges beneditinos presentes
desde 1648 na região. Santo Amaro é conhecido como um santo milagroso,
pela cura de doenças. Como forma de retribuir as graças alcançadas, os
romeiros entregam no local, denominada “sala de votos”, um objeto
representativo da parte do corpo onde a enfermidade atingiu, como
braços, pernas, cabeças e troncos. Estes itens são chamados de ex-votos e
são demonstrações de fé expressivas na Baixada Campista.

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