Ao iniciar em 2017 mais uma
jornada rumo à recuperação orçamentária, com base na possível
reestruturação do mercado do petróleo, Macaé avalia números relativos ao
desempenho tributário do passado, para medir o grau dos efeitos da
crise nacional e tentar mensurar como vai ser o comportamento das
receitas públicas ao longo de novos meses de incertezas.
Apesar das especulações não muito positivas, a Capital Nacional do
Petróleo ainda é capaz de gerar arrecadação acima dos R$ 2 bilhões, um
feito inatingível para quase todos os municípios do Norte Fluminense,
inclusive Campos dos Goytacazes.
Porém, mesmo com os cofres públicos recolhendo receitas que
ultrapassam valores bilionários, Macaé sente os efeitos da recessão do
mercado do petróleo e das atividades que integram a cadeia produtiva de
óleo e gás, registrando ao longo de quatro anos uma queda média de 10%
no orçamento.
Esse percentual corresponde a aproximadamente R$ 250 milhões que
deixaram de ser arrecadados pelo município, essencialmente pela queda
vertiginosa das receitas do petróleo.
Entre 2014, ano em que a cidade atingiu o maior volume de receitas
públicas: R$ 2.399 bilhões, e 2016, quando o município obteve R$ 2.083
bilhões, o orçamento da Capital Nacional do Petróleo reduziu 15%, o
maior percentual de perdas registrado durante a crise do mercado do
petróleo nacional.
E, com isso, no mesmo período, mais de R$ 282 milhões deixaram de entrar
nos cofres públicos, diante da queda dos repasses dos royalties e da
Participação Especial do Petróleo.
Essa queda representa a necessidade de revisão das principais despesas
executadas pelo governo com base nos repasses do petróleo, algo que não
ocorreu nesse mesmo período.
Em quatro anos, os custos com serviços de limpeza pública da cidade
aumentaram em quase 20%, saltando de R$ 62 milhões anuais para mais de
R$ 77 milhões, devido à manutenção dos contratos firmados ainda na
gestão do ex-prefeito Riverton Mussi (PDT), porém mantido pelo prefeito
Dr. Aluízio Júnior (PMDB).
E a oscilação do mercado do petróleo não influenciou apenas nos royalties e na Participação Especial.
Entre 2015 e 2016, a arrecadação da cidade com o ISS - Imposto
Sobre Serviços - registrou queda de 17%, o que deve se manter também em
2017.
Com números cada vez mais difíceis de serem previstos, Macaé precisa se readequar e não repetir apenas o mantra da crise.

Nenhum comentário:
Postar um comentário