Os vereadores de São João da Barra, Gerson Crispim (SD), Sônia Pereira (PT), Ronaldo Gomes (PROS), Aluizio Siqueira (PP), Carlos Alberto Alves Maia (PTN) e Jonas Gomes (PP) cobraram à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e à Prumo Logística informações sobre a real situação das desapropriações de terra ocorridas no 5º Distrito para a construção do Porto do Açu, incluindo um relatório das áreas que já foram pagas e daquelas cujo pagamento ainda está pendente. O requerimento foi apresentado durante a sessão da Câmara Municipal de São João da Barra, na manhã desta terça-feira (25).
Na manhã do último dia 19, um grupo de pequenos agricultores do Açu, 5º distrito de São João da Barra, junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), reocupou parte das terras desapropriadas para a instalação do Porto do Açu. Os ocupantes das áreas falam em cerca de 500 pequenos proprietários que teriam sido desapropriados. Uma pequena parte recebeu indenização, mas a maioria questiona na Justiça os termos desta desapropriação.
Por meio de um termo de posse, a Codin autorizou na época a LLX, empresa de Eike Batista, a tomar posse destas terras. O empresário continua preso em Bangu 9, implicado na Operação Lava Jato por pagar propina no valor de R$ 52 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral em 2010. Para os investigadores, em troca, o empresário poderia contar com a boa vontade de Cabral em seus negócios.
Desde 2009, os agricultores inscritos na Associação dos Proprietários Rurais e de Imóveis do Município de São João da Barra (Asprim) lutam contra as desapropriações. Os pequenos proprietários e seus apoiadores entendem que os objetos que teriam justificado o decreto de desapropriação e nortearam a tomada da terra deixaram de existir.
A equipe de reportagem do Jornal Terceira Via fez contato por e-mail com a Prumo Logística e a Codin, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará versão da empresa e do órgão estadual para este fato.

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