terça-feira, 25 de abril de 2017

Vereadores cobram informações sobre desapropriação no 5º Distrito de SJB


Os vereadores de São João da Barra, Gerson Crispim (SD), Sônia Pereira (PT), Ronaldo Gomes (PROS), Aluizio Siqueira (PP), Carlos Alberto Alves Maia (PTN) e Jonas Gomes (PP) cobraram à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e à Prumo Logística informações sobre a real situação das desapropriações de terra ocorridas no 5º Distrito para a construção do Porto do Açu, incluindo um relatório das áreas que já foram pagas e daquelas cujo pagamento ainda está pendente. O requerimento foi apresentado durante a sessão da Câmara Municipal de São João da Barra, na manhã desta terça-feira (25).
Na manhã do último dia 19, um grupo de pequenos agricultores do Açu, 5º distrito de São João da Barra, junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), reocupou parte das terras desapropriadas para a instalação do Porto do Açu. Os ocupantes das áreas falam em cerca de 500 pequenos proprietários que teriam sido desapropriados. Uma pequena parte recebeu indenização, mas a maioria questiona na Justiça os termos desta desapropriação.
Por meio de um termo de posse, a Codin autorizou na época a LLX, empresa de Eike Batista, a tomar posse destas terras. O empresário continua preso em Bangu 9, implicado na Operação Lava Jato por pagar propina no valor de R$ 52 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral em 2010. Para os investigadores, em troca, o empresário poderia contar com a boa vontade de Cabral em seus negócios.
Desde 2009, os agricultores inscritos na Associação dos Proprietários Rurais e de Imóveis do Município de São João da Barra (Asprim) lutam contra as desapropriações. Os pequenos proprietários e seus apoiadores entendem que os objetos que teriam justificado o decreto de desapropriação e nortearam a tomada da terra deixaram de existir.
A equipe de reportagem do Jornal Terceira Via fez contato por e-mail com a Prumo Logística e a Codin, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará versão da empresa e do órgão estadual para este fato.

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