O governo do presidente Michel Temer foi considerado ruim ou
péssimo por 70% da população, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope. Já 5%
consideram ótimo ou bom, 21% regular e 3% não sabem ou não responderam. O
levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (27) pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI).
A pesquisa CNI-Ibope do segundo trimestre de 2017 foi realizada
entre 13 e 16 de julho, com 2 mil pessoas em 125 municípios e revela a
avaliação dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal. No
último levantamento, divulgado em março, 10% dos entrevistados avaliaram
o governo como ótimo ou bom, 31% como regular, 55% como ruim ou péssimo
e 4% não souberam ou não responderam.
A margem de erro da pesquisa é de 2% e o nível de confiança utilizado é de 95%.
A popularidade do presidente Michel Temer caiu a seu nível mais
baixo. Segundo a CNI, o nível de pessoas que avaliam o governo como
ótimo ou bom é o pior desde o final do governo de José Sarney, em julho
de 1989, que foi de 7%. “Dentro da margem de erro é tão pior quanto
Sarney”, disse o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI,
Renato da Fonseca. “Em termos de ruim ou péssimo, está igual à
avaliação da presidente Dilma próximo do impeachment, 70%”, disse.
Segundo a pesquisa CNI-Ibope, o percentual dos entrevistados que
confiam em Temer caiu de 17%, em março, para 10%, em julho. Já 87% não
confiam no presidente; na última avaliação, esse percentual era de 79%. O
nível de pessoas que desaprova a maneira do presidente Temer governar
também subiu de 73% para 83%. Entre os que aprovam a maneira de
governar, eram 20% em março, agora são apenas 11%.
Para Fonseca, a crise econômica teve um peso muito forte na
avaliação ruim do presidente, aliada à intensificação da crise política
após a delação premiada dos executivos da JBS. “O desemprego continua
elevado e, por mais que a inflação esteja caindo, as pessoas não
percebem a queda nos preços, porque com inflação menor, os preços
continuam subindo, só que menos”, ressaltou.
“A popularidade já era baixa em razão da crise econômica, mas tinha
grande parte da população acreditando na retomada, na continuidade das
reformas e que a solução estaria próxima. Na medida que a crise política
se intensifica, você começa a gerar dúvidas nessas soluções e isso fez
com que a popularidade caísse esse montante”, disse o gerente executivo
da CNI.

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