O delegado titular da 123ª Delegacia Policial de Macaé, Filipe Poeys,
pediu a prisão de Islay Cristina Pereira de Souza à Justiça, nesta
terça-feira (21). O juízo criminal da cidade ainda não emitiu, no
entanto, o mandado de prisão. Com isso, Islay não é considerada
foragida. O delegado confirmou às 15h desta terça que Islay também não
se apresentou na delegacia para prestar esclarecimentos sobre o crime.
Ela é suspeita de ter matado a facadas a empresária Raquel Melo Mota,
de 39 anos, na manhã do último sábado (18), também em Macaé, após uma
discussão no trânsito.
Segundo a polícia, Islay teria avançado o sinal de trânsito e fechado
o carro de Raquel, que buzinou. Elas discutiram e a suspeita teria
descido do carro com uma faca e golpeado a vítima três vezes, fugindo em
seguida.
Raquel sofreu perfurações no tórax e em um dos pulmões. Ela chegou a
ser socorrida e levada ao Hospital Público de Macaé (HPM), onde passou
por uma cirurgia para estancar o sangramento, mas não resistiu e morreu.
Islay é nascida em Fortaleza e responde na Justiça por crimes de
lesão corporal, tanto no estado do Rio de Janeiro quanto no Ceará. Ela é
proprietária de uma padaria, que permanece fechada desde o dia do
crime.
Em publicação em uma rede social, a irmã de Raquel, Louise Neri,
afirmou que Islay “trabalha na Câmara Municipal de Macaé”. Louise também
afirmou que Islay foi candidata a vereadora de Macaé nas eleições de
2016 pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB).
O jornal online Terceira Via entrou em contato por e-mail com a
assessoria da Prefeitura de Macaé para saber se realmente a suspeita tem
vínculo com a municipalidade.

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