Os deputados Jorge Picciani, presidente da Assembleia
Legislativa do Estado do Rio (Alerj), Paulo Melo e Edson Albertassi se
apresentaram na tarde desta terça-feira na sede da Polícia Federal no
Rio. Os peemedebistas chegaram ao prédio da PF após o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) determinar, por unanimidade, mais uma vez a prisão e o afastamento de mandato dele e dos deputados Jorge Picciani e Paulo Melo, todos do PMDB.
Na
semana passada, o tribunal já havia decretado, também por unanimidade, a
prisão dos peemedebistas. No entanto, a decisão foi derrubada pela
Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). E os três deixaram o presídio sem
que o tribunal fosse notificado.
Em nota, Albertassi informou que " confia na Justiça e estará sempre à disposição para esclarecer os fatos".
Mais
cedo, Paulo Melo também entrou com pedido de afastamento temporário da
Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), a exemplo do que já
tinham feito os deputados Jorge Picciani, presidente da Casa, e Edson
Albertassi, líder do governo. Assim como os colegas peemedebistas, Melo
também vai se licenciar até o fim do recesso parlamentar, em janeiro.
Também
em nota, o advogado Nélio Machado, que defende Picciani, considerou a
decisão do TRF-2 "ilegal, inconstitucional e infeliz". E informou que
vai recorrer à instância superior, em Brasília.
No
julgamento de hoje, o relator da ação sobre a Operação Cadeia Velha no
TRF-2, desembargador Abel Gomes, votou para que "se restitua a ordem de
prisão" dos parlamentares e foi seguido pelos outros quatro
desembargadores.
O relator afirmou que a Alerj cometeu
duas ilegalidades na sessão da última sexta-feira: emitiu um alvará de
soltura para os deputados sem que isso passasse pelo tribunal e
"ingressou em matéria que não é de sua competência" ao deliberar também
sobre o afastamento dos deputados, quando deveria se pronunciar apenas
sobre a prisão, segundo o desembargador.
De acordo com o
relator do caso, a Alerj ignorou completamente o TRF-2 e sua jurisdição.
Abel disse que na sexta-feira a Assembleia sequer enviou ao tribunal o
resultado da sessão que revogou a prisão dos deputados.
No
fim de seu voto, o relator também defendeu que o TRF-2 envie ao Supremo
Tribunal Federal (STF) um pedido de intervenção federal se a Assembleia
Legislativa do Rio (Alerj) criar novos "obstáculos" ao cumprimento de
decisões da Justiça Federal no Rio.

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