A dívida pública federal do Brasil caiu 0,87% em janeiro sobre dezembro, a
R$ 3,528 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira.
O movimento foi puxado pela baixa da dívida pública mobiliária interna,
que também recuou 0,87%, a R$ 3,405 trilhões, sob a influência do
resgate líquido de R$ 55,53 bilhões e da apropriação positiva de juros
de R$ 25,74 bilhões.
Ao mesmo tempo, a dívida externa teve redução de 0,76% no mês, a R$
122,85 bilhões, na esteira da forte queda do dólar sobre o real.
No primeiro mês do ano, o dólar acumulou retração de 4,05%, maior queda
mensal desde julho passado, fechando abaixo de R$ 3,20 com o mercado
mais otimista diante da cena política local.
Para 2018, o Plano Anual de Financiamento (PAF) estabeleceu um
intervalo de R$ 3,78 trilhões a R$ 3,98 trilhões para o estoque da
dívida pública total.
Em relação à composição, os títulos atrelados à taxa flutuante, como a
Selic, encerraram janeiro em 32,43% do geral, acima dos 31,51% de
dezembro. Para o ano, o objetivo no PAF é que esses papéis,
representados pelas LFTs, respondam por 31% a 35% da dívida pública
federal.
Já os prefixados continuaram com maior peso na dívida, embora tenham
diminuído sua representatividade a 33,80%, contra 35,34% em dezembro.
Para 2018, a meta é de fatia de 32% a 36%.
Por sua vez, os títulos indexados à inflação elevaram sua participação a
30,17% em janeiro, sobre 29,55% em dezembro, sendo que a referência
para o ano é de 27% a 31%.
Quanto à participação dos investidores estrangeiros na dívida
mobiliária interna, essa parcela subiu ligeiramente para 12,41% em
janeiro, ante 12,12% no último mês do ano passado.
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