A defesa de Luana Barreto de Sales, acusada de mandar matar a cunhada — a
universitária Ana Paula Ramos em agosto de 2017 —, conseguiu aprovação
judicial para que seja julgada separadamente dos outros envolvidos na
morte da jovem. O juiz Bruno Rodrigues Pinto cumpriu o artigo 589 do
Código de Processo Penal, e determinou o desmembramento do julgamento
feito em relação à acusada. Os outros envolvidos, Igor Magalhães de
Souza, Wermison Carlos Sigmaringa Ribeiro e Marcelo Damasceno Medeiros
que estão presos em Itaperuna serão julgados futuramente na mesma
audiência. Luana aguarda julgamento no presídio feminino de Campos. Eles
participaram de uma audiência no dia 18 de maio no fórum da cidade,
onde testemunhas foram ouvidas pelo juiz. Luana nega participação no
crime.
De acordo com advogados consultados pelo Terceira Via, o processo
continua sendo o mesmo, mas os julgamentos acontecerão em datas
separadas. “Isto beneficia a ré porque tira um pouco da emoção junto aos
outros envolvidos no episódio. A pessoa sendo julgada em separado fica
menos problemático para ela”, considera Carlos Alexandre Campos. Já para
Guilherme Carvalho, o desmembramento do processo ocorre para dar maior
celeridade ao próprio processo. “Muitas vezes ocorre problema com
citação, por exemplo. O oficial não consegue citar todos os réus. Aí
terá que ser aberto novo prazo para todos. O que acaba atrasando muito o
processo”, diz. Não há data prevista ou confirmada para o julgamento
dos réus envolvidos no “caso Ana Paula”
O crime - Ana Paula Ramos, de 24 anos, foi baleada no final da tarde do dia 19
de agosto de 2017, na Rua Comendador Pinto, em uma praça, no Parque Rio
Branco, em Guarus. As primeiras informações davam conta de que a vítima,
que estava acompanhada da cunhada, Luana Sales, teria sido vítima de
uma tentativa de latrocínio, mas depois foi revelado à polícia que a
cunhada teria encomendado a morte da universitária.
Luana teria acordado pagar R$ 2.500 para que dois assassinos
cometessem o crime de modo que parecesse um latrocínio (roubo seguido de
morte) e, assim, extinguissem demais suspeitas. Antes do atentado, a
cunhada já teria acertado R$ 2 mil e o restante seria pago após o
episódio.
Além de Luana, outros três homens estavam envolvidos no esquema, os
dois executores – Igor Magalhães de Souza, de 20 anos e Wermison Carlos
Sigmaringa Ribeiro, de 19 anos – e um terceiro, Marcelo Damasceno
Medeiros, que seria o responsável por fazer a ligação entre Luana e os
outros dois. Todos foram presos na mesma semana do crime.

Nenhum comentário:
Postar um comentário