Empreiteiro Amigo da Família
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (24), três
suspeitos de envolvimento no sequestro do empreiteiro Cristiano Tinoco e
de sua esposa, no último dia 3 de dezembro. Entre os detidos durante a
operação, batizada de Avaritia, está o empresário José Maurício Ferreira
dos Santos Júnior, que mantinha relacionamento próximo com a vítima e
sua família.
José Maurício residia no condomínio Sonho Dourado, localizado no
Parque Rodoviário, onde foi preso. Suspeito de planejar o sequestro, ele
foi encaminhado para a 146ª Delegacia Policial (DP), em Guarus.
Segundo o delegado titular da unidade, Pedro Emílio Braga, outros
dois suspeitos, Júnior Santos da Costa e André Ângelo Monteiro, foram
detidos, respectivamente, no Parque Leopoldina e no Parque Nova Campos,
em Guarus.
O crime — Irmão de Cesar Tinoco, que é chefe de
gabinete do prefeito de Campos, Rafael Diniz, Cristiano Tinoco foi
abordado no Parque Santo Amaro, na tarde do dia 3 de dezembro, por dois
homens que o chamaram pelo nome. O empresário foi rendido, colocado em
um carro e levado até o trevo da Estrada do Contorno, onde encontraram
um terceiro criminoso.
Os três, então, levaram Cristiano até sua residência, em outro
condomínio localizado no Parque Rodoviário, onde a esposa do empreiteiro
também acabou feita refém ao retornar para casa. Os bandidos exigiram
R$ 1 milhão em dinheiro para libertarem as vítimas.
Como o casal não tinha a quantia em casa, negociaram o valor e
fizeram contato com um amigo, que levou cerca de R$ 200 mil à casa do
empreiteiro. O grupo pegou o dinheiro e fugiu no carro de Cristiano, uma
picape Toyota Hilux SW 4, que acabou abandonada durante a fuga.
Uma pergunta dos criminosos a respeito de um relógio Rolex, possuído
pela vítima, levantou suspeita sobre a participação de José Maurício na
ação, já que ele próprio havia questionado a vítima sobre o acessório de
luxo.
Mais duas prisões — Outro suspeito de envolvimento
no crime, Marven Chagas Batista foi preso no último dia 17 em Conceição
do Jacuípe, na Bahia. Ele havia conseguido fugir do cerco policial nos
Estados do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de Minas Gerais, mas
acabou detido e confessou participação no sequestro.
Outro suspeito, identificado apenas como Cacá, foi preso em Grussaí, no litoral de São João da Barra, no dia 3 de janeiro.



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