O ex-presidente Michel Temer (MDB), preso na Operação Descontaminação, na
quinta-feira, 21, está acomodado em uma sala de 46,52m² na
Superintendência da Polícia Federal no Rio. A Operação Lava Jato afirma
que o emedebista lidera um esquema que teria se beneficiado ou recebido
promessa de R$ 1,8 bilhão em propina durante 40 anos. A investigação
apontou que Temer teria sido beneficiário de R$ 1 milhão da construção
da Usina de Angra 3, obra pivô de sua prisão. A defesa do ex-presidente
nega que ele tenha cometido qualquer irregularidade e aponta abusos na
prisão.
O local onde o ex-presidente está preso é composto por uma sala com
33,83m², uma sala de apoio de 7,79m² e um banheiro de 4,9m². A
acomodação é climatizada com ar condicionado central, tem sofá, mesa,
televisão, cadeiras e chuveiro elétrico.
As informações sobre as condições de Temer na PF foram comunicadas pela
Procuradoria Regional da República da 2.ª Região (PRR-2) ao
desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região
(TRF-2), relator do habeas corpus de Temer.
A Procuradoria enviou ao magistrado um croqui das dependências nas
quais Temer se encontra. Nesta quarta-feira, 27, o tribunal vai julgar o
pedido da defesa do ex-presidente.
Temer está preso na PF por decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara
Federal do Rio. O magistrado atendeu a um pedido da defesa do
ex-presidente. O Ministério Público Federal havia solicitado que o
emedebista ficasse custodiado na Unidade Prisional da Polícia Militar do
Estado, em Niterói, onde estão outros investigados da Operação
Descontaminação, como o coronel João Baptista Lima Filho e o ex-ministro
Moreira Franco.
"A despeito da manifestação do Ministério Público Federal, que reiterou
o requerimento anterior, para que o investigado Michel Temer fique
custodiado na Unidade Prisional da Polícia Militar do Estado do Rio de
Janeiro, entendo que o tratamento dado aos ex-presidentes deve ser
isonômico, uma vez que o ex-presidente Lula está custodiado na
Superintendência da Polícia Federal em Curitiba", ponderou Bretas, na
ocasião.
O juiz destacou que a Superintendência da PF no Rio informou a ele que "tem condições" de custodiar Temer.
Também foram presos na Descontaminação o ex-ministro Moreira Franco
(Minas Energia), o coronel reformado da Polícia Militar João Baptista
Lima Filho - o coronel Lima -, sua mulher de Maria Rita Fratezi, os
empresários Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei
de Natale e Carlos Alberto Montenegro Gallo. Alvos de prisões
temporárias, Rodrigo Castro Alves Neves e Carlos Jorge Zimmermann foram
soltos pela desembargadora Simone Schreiber, plantonista do Tribunal
Regional Federal da 2ª Região.

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