Pelo menos três pessoas morreram por causa da chuva que atinge, desde a
noite de segunda-feira (8), a cidade do Rio de Janeiro. Duas delas foram
vítimas de um deslizamento no Morro da Babilônia, no Leme, zona sul da
cidade.
A terceira morte, por afogamento, foi registrada na Avenida Marquês de
São Vicente, na Gávea. Segundo relatos, um homem que estava na garupa
de uma moto acabou derrubado pela correnteza e arrastado pela água.
Quando o alagamento na via diminuiu, o corpo foi encontrado preso
embaixo de um carro.
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O município do Rio de Janeiro está em estado de crise desde as 20h55 de
segunda. As áreas mais afetadas foram as zonas sul e oeste. O temporal
alagou ruas, derrubou árvores, destruiu carros e inundou túneis por toda
a cidade.
De acordo com dados do Alerta Rio, o sistema de monitoramento
meteorológico da prefeitura da cidade, o volume de chuva acumulado em
apenas quatro horas na noite dessa segunda foi até 70% maior do que o
esperado para todo o mês de abril em alguns pontos dessas regiões.
Na zona oeste, a estação medidora da Barrinha registrou 212 milímetros
de chuva entre as 18h e as 22h. No mesmo período, na zona sul, choveu
168 milímetros em Copacabana, 164 na Rocinha e 149 no Jardim Botânico.
As sirenes de alerta para risco de deslizamento de terra foram
acionadas em 21 das 103 comunidades monitoradas pela Defesa Civil
Municipal. Mas, segundo moradores, o alarme não chegou a ser acionado no
Morro da Babilônia porque estava faltando energia na comunidade no
momento do temporal.
A chuva também provocou o desabamento de mais um trecho da Ciclovia Tim
Maia, na Avenida Niemeyer. Desta vez, a parte que caiu fica próxima do
bairro de São Conrado. O desabamento ocorreu por volta das 22h, quando a
via já estava fechada. Foi o quarto incidente desse tipo desde a
inauguração da ciclovia, em janeiro de 2016. Um deles foi causado por
ondas, durante uma ressaca, e três por temporais.

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