BRASÍLIA - Governadores e vice-governadores de 25 Estados se reuniram na manhã desta quarta-feira, 8, com o presidente Jair Bolsonaro
e com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), em Brasília, para cobrar o compromisso do
Executivo federal e do Congresso com as pautas estaduais. Eles pedem uma
revisão do pacto federativo para garantir que haja descentralização dos recursos em relação à União.
Os governadores apresentaram uma carta em que reivindicam seis pontos: a
apresentação do chamado Plano Mansueto, para restabelecer o equilíbrio
fiscal dos Estados, aprovação da lei Kandir, a manutenção do Fundeb
(Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), a
regularização da securitização da dívida dos Estados, a distribuição da cessão onerosa do pré-sal, além do avanço da Proposta de Emenda à Constituição que trata da redistribuição do fundo de participação dos Estados.
De acordo com Alcolumbre, os governadores disseram a Bolsonaro que têm
desejo de apoiar a reforma da Previdência, mas pediram que os Estados
sejam contemplados com um maior repasse de recursos para conseguirem
estancar a grave crise fiscal que a maioria deles enfrenta.
"A reforma da Previdência é fundamental para que a União possa
redistribuir recursos porque antes disso ela precisa melhorar a sua
arrecadação", disse. "Queremos também inverter a pirâmide para que os
estados e municípios arrecadem mais que a União."
Para o senador, a presença do presidente no café da manhã demonstrou
seu empenho em ajudar na recuperação dos entes federativos. De acordo
com ele, Bolsonaro aproveitou a presença maciça de governadores para
pedir apoio para a reforma da Previdência.
O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), afirmou que os
governadores, até mesmo os de oposição enfatizaram a necessidade da
reforma da Previdência porque precisam de um melhor ambiente econômico
para recuperar suas contas.
De acordo com ele, Bolsonaro também afirmou estar disposto a
desburocratizar o que for considerado necessário pelos governadores via
decreto presidencial. Ontem, o presidente disse a mesma coisa a
parlamentares em cerimônia no Palácio do Planalto,
quando assinou um decreto que facilitou o porte de armas para
colecionadores, caçadores e atiradores esportivos, caminhoneiros,
políticos e outras categorias.

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